Secretário do Tesouro dos Estados Unidos diz não ‘concordar com tudo’ sobre decisão da Moody’s


O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que não concordou com todos os argumentos da Moodys para rebaixar o rating dos EUA. Em entrevista à CNN, Bessent amenizou o rebaixamento e disse que, quando a agência faz algo assim, o cenário já está precificado pelo mercado. Para justificar a situação, o secretário disse ter herdado altas dívidas da administração anterior e, diante disso, o governo Trump busca reduzir os gastos.

Na sexta-feira, a Moody’s Ratings rebaixou rebaixou os ratings de emissor de longo prazo e sênior sem garantia dos Estados Unidos de ‘Aaa’ para ‘Aa1’ e alterou a perspectiva de negativa para estável.

Na entrevista, Bessent também foi questionado sobre a situação do tarifaço de Donald Trump e como isso está afetando os pequenos e médios empresários. O secretário disse que as tarifas funcionaram e que os países estão procurando os EUA para negociar, mas ressaltou que acordos só acontecerão se as outras nações sentarem à mesa com “boa-fé”.

Para ele, não há dúvida, nem problema no fato de que as tarifas são, também, uma forma de negociar. Diante disso, Bessent ressaltou que os que não negociarem terão as taxas de volta. Ele se disse otimista diante do fato de que apenas a China escalou as tarifas.

Mais adiante, o secretário foi questionado sobre a fala do CEO do Walmart, Doug McMillon, de que teria de aumentar os preços por conta das tarifas. Bessent disse que falou com o executivo e entendeu que a prioridade para seus clientes é o preço dos combustíveis, mas afirmou que os EUA têm uma das menores inflações de sua história, melhor do que os números do governo anterior de Joe Biden. “Se as tarifas são inflacionárias, devemos aprovar o corte de impostos de Trump”, defendeu.

Por fim, Bessent foi questionado sobre o avião de US$ 400 milhões que foi dada de presente pelo Catar ao presidente Donald Trump. Ele disse que o Catar não deve pedir nada em troca, afinal, a aeronave foi um presente ao governo americano. Além disso, Bessent relembrou que o Catar também fechou um acordo com a Boeing para compra de 160 aeronaves. “A França não pediu nada em troca pela Estátua da Liberdade; o Catar não pedirá nada em troca do avião”, concluiu, mas o entrevistador lembrou que o recebimento da estátua foi aprovado pelo Congresso na época.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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