Senado terá até dezembro para devolver texto à Câmara se fizer alterações


O deputado Arthur Lira (PP-AL), relator do projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, destacou nesta sexta-feira, 26, que não há “nenhum tipo de prejuízo” na votação do texto em plenário na reta final de setembro e começo de outubro.

Nesse contexto, Lira mencionou a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), destacando que, se o texto “mexesse” na mesma, o prazo para aprovação do projeto seria 30 de setembro, por causa da noventena. “Nós não estamos – pelo menos o relator e até agora as conversas – no nível de mexer em CSLL. Então o Imposto de Renda tem até o prazo de 31 de dezembro, ele tem a anualidade”, frisou.

Citando a data prevista para votação do tema – a próxima quarta-feira, 1º -, o relator destacou que o Senado “vai ter outubro, novembro e dezembro para pegar um texto já bastante mastigado” e eventualmente devolvê-lo para a Câmara, em caso de alterações, ou enviá-lo para sanção do governo. “O fato é que precisa ser sancionado até 31 de dezembro. Nós estamos absolutamente dentro do calendário, não há nenhum tipo de especulação, todos sabem da responsabilidade desse assunto”, destacou.

O relator também citou ideias de alterações do texto, como a indexação – sobre a qual ele já tinha se referido algumas vezes. “A coisa mais justa nesse projeto era você indexar. Eu acho que vão ter muitas emendas para indexar os R$ 5 mil e muitas emendas para indexar os R$ 50 mil. Porque os R$ 5 mil de hoje, daqui a dois, três anos, não representarão os R$ 5 mil. Mas o custo de você indexar também tem que ser levado em conta, entre R$ 80 a 100 bilhões ao ano. Então, tudo isso impacta, muitas vezes, a vontade e não condiz com a realidade”, avaliou.

Lira repetiu que seu foco no projeto foi o “equilíbrio das contas públicas, da responsabilidade fiscal, mas também da responsabilidade social”. “Esse é um projeto de muita responsabilidade tributária, de fazer justiça mesmo para as pessoas que recebem menos e pagam muito mais proporcionalmente do que quem ganha muito. Então, nós estamos corrigindo algumas distorções, como a cobrança de dividendos que são remetidos para o exterior”, indicou.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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