Suécia e Holanda pedem sanções e suspensão de acordo com israelenses


Por Redação, O Estado de S. Paulo – 30/08/2025 07:39

Suécia e Holanda pediram nesta sexta-feira, 29, que a União Europeia adote sanções contra Israel e Hamas, incluindo a suspensão de um acordo comercial com os israelenses. Em carta enviada à chefe de relações exteriores do bloco, Kaja Kallas, chanceleres dos dois países pediram punição específica a ministros radicais e aos colonos judeus na Cisjordânia.

A Turquia também aumentou a pressão sobre Israel nos últimos dias, ao fechar seu espaço aéreo para aviões israelenses – mais tarde, o governo esclareceu que o veto valia apenas para aeronaves transportando membros do governo e armas.

A decisão do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, seria uma reação às declarações do premiê israelense, Binyamin Netanyahu. Na terça-feira, o premiê foi questionado, em entrevista em um podcast, por que Israel não reconhecia o genocídio armênio de 1915 – cometido pelos turcos otomanos, um tema sensível para a Turquia. “Mas reconhecemos. Acho que o Parlamento aprovou uma resolução nesse sentido” – o que nunca aconteceu.

A Turquia reagiu. “Os comentários de Netanyahu sobre os acontecimentos de 1915 são uma tentativa de explorar tragédias passadas por motivos políticos”, disse a chancelaria turca, em comunicado.

Genocídio

Ontem, centenas de funcionários da principal agência de direitos humanos da ONU assinaram uma carta solicitando aos chefes da área que declarem a ofensiva israelense em Gaza um “genocídio” e peçam aos países que suspendam a venda de armas a Israel.

A carta foi assinada por cerca de 500 dos 2 mil funcionários do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (Acnudh), com sede em Genebra e em Nova York. A mensagem afirma que a ofensiva em Gaza já atende ao requisito legal de genocídio, o que significa que “a venda de armas, transferência e apoio logístico ou financeiro às autoridades israelenses” constituem uma violação do direito internacional.

Israel nega que esteja cometendo genocídio em Gaza e não comentou a carta. Segundo os funcionários da Acnudh, ao não adotar uma medida contra Israel, a ONU desgasta o regime internacional de direitos humanos, repetindo tragédias como a de Ruanda, em 1994. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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