Toninho Geraes, após obter uma decisão favorável na Justiça do Rio em um caso de plágio relacionado às músicas “Mulheres” e “A Million Years Ago”, decidiu abrir uma queixa-crime. Ele acusa Adele, o produtor Greg Kurstin, a gravadora XL Recordings e a distribuidora Universal Music de falsidade ideológica e documental. Os advogados de Geraes alegam que a procuração apresentada pela defesa possui “irregularidades”. Segundo eles, o documento foi entregue fora do prazo e contém rasuras, além de anotações feitas à mão. A defesa também argumenta que a versão em inglês não atende aos requisitos de uma tradução juramentada, conforme estipulado pela legislação. Além disso, surgiram questionamentos sobre a autenticidade das assinaturas de Adele no documento.
Os representantes de Geraes solicitaram um exame grafotécnico para verificar as discrepâncias. Curiosamente, o local indicado para a assinatura é São Paulo, enquanto a cantora reside em Los Angeles. Em dezembro de 2024, a equipe de Adele pediu uma audiência de emergência após a ordem que determinou a remoção de “A Million Years Ago” das plataformas digitais. No entanto, apenas Toninho Geraes compareceu à audiência, e a ausência dos réus não foi explicada. O advogado de Geraes levantou a possibilidade de que a falsificação dos documentos possa ser considerada estelionato, insinuando que a audiência poderia ter sido uma encenação.
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