Os Estados Unidos e a Argentina anunciaram na segunda-feira que estão trabalhando em um plano para permitir que turistas argentinos voltem a viajar para o território americano sem visto.
Provavelmente, levará de dois a três anos para que a viagem sem visto se torne realidade para os portadores de passaporte argentino, mas a iniciativa da administração Trump para dar início ao processo é um sinal de apoio ao presidente Javier Milei, seu aliado na América do Sul e um querido dos conservadores ao redor do mundo.
O gesto coincidiu com uma visita da secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, a Buenos Aires para reuniões a portas fechadas com Milei e membros de seu governo. Noem assinou a declaração de intenção ao lado da ministra da Segurança, Patricia Bullrich, no escritório de Milei.
O Departamento de Segurança Interna elogiou Milei por reformular a política externa da Argentina em consonância com as dos EUA.
“Sob a liderança do presidente Javier Milei, a Argentina está se tornando um amigo ainda mais forte dos Estados Unidos – mais comprometida do que nunca com a segurança das fronteiras para ambas as nações”, citou Noem em uma declaração.
Este primeiro passo em direção à entrada da Argentina no Programa de Isenção de Vistos, acrescentou, “destaca nosso forte relacionamento com a Argentina e nosso desejo mútuo de promover viagens legais, ao mesmo tempo que dissuade ameaças.”
O departamento citou a Argentina como tendo a menor taxa de permanência excessiva nos EUA entre os países da América Latina.
Aliado leal de Trump na América do Sul
A remoção dos rigorosos requisitos de visto dos EUA – especialmente em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, está apertando as restrições para estrangeiros – seria uma vitória simbólica a Milei, um autodenominado “anarcocapitalista” que chegou ao poder como um outsider de extrema-direita imitando a retórica de Trump contra o politicamente correto e o uso hábil de mídias sociais.
Na convenção do Conservative Political Action Committee em Washington, em fevereiro, ele presenteou o bilionário Elon Musk, então integrante do governo Trump, com uma motosserra para apoiar sua campanha do Departamento de Eficiência Governamental de eliminação do desperdício.
Por: Estadão Conteúdo
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