Veja as tendências de cabelos que marcaram a SPFW



A 60ª edição da São Paulo Fashion Week (SPFW) mostrou que a beleza segue um caminho cada vez mais autoral. Os fios aparecem livres, mas com intenção; polidos, mas cheios de vida. O cabelo deixa de ser coadjuvante e se torna uma extensão do discurso das marcas, reforçando a autenticidade, o protagonismo e o poder da expressão individual.

Penteados que traduzem identidade

No desfile de Dario Mittmann, com beleza assinada pelo beauty artist William Cruz, os cabelos complementaram a proposta estética da coleção, mesclando elementos de streetwear com influências futuristas e culturais.

Algumas modelos exibiram penteados mais soltos e urbanos, outras em um look mais “bagunçado”, próprios do streetwear. “Os fios ganharam texturas e volumes naturais com o uso de sprays fixadores leves que ajudaram a manter a forma, enquanto mousse e cera definiram ondas e modelaram detalhes, permitindo que os fios permanecessem maleáveis e com movimento. Em algumas modelos, usamos ainda pente de baby hair da ProArt para criar o visual e valorizar o contorno do rosto, dando aquele toque de atitude urbana”, explica o beauty artist.

No desfile da Cria Costura, o beauty artist Helder Rodrigues criou penteados que acompanhavam a estética da coleção, combinando sofisticação e naturalidade. Os fios apresentaram textura leve e volume controlado, evidenciando a autenticidade de cada look, enquanto estilos minimalistas e discretamente presos permitiram que os detalhes das peças se destacassem. A inspiração artística e cultural dos penteados reforçou a narrativa da marca, traduzindo identidade, movimento e contemporaneidade em cada passagem de modelo.

O desfile da Santa Resistência trouxe cabelos com movimento natural (Imagem: Victor Vieira e Roger Rocha)

Força, textura e brilho da Santa Resistência

Entre os destaques da temporada está o desfile da Santa Resistência, que levou à passarela uma leitura moderna da feminilidade e do empoderamento. Inspirada na dualidade entre força e delicadeza, a beleza assinada pelo Jacques Janine, pelas mãos do hairstylist Felipe Antunes, trouxe cabelos com movimento natural, brilho suave e acabamento polido, mas nunca rígido.

“O segredo foi manter a naturalidade; para isso, apostamos em uma combinação de produtos que proporcionam controle e flexibilidade ao mesmo tempo. Para isso, apostei em produtos como a Mousse Modeladora Charming, que definiu os fios sem pesar, e o Hair Spray Charming, garantindo o toque final luminoso”, explica o profissional.

Os cabelos presos criam um visual limpo e sofisticado (Imagem: ShotPrime Studio | Shutterstock)

Tendências que dominaram as passarelas

No desfile de Weider Silveiro, a beleza seguiu a mesma linguagem de elegância e precisão que marcou a coleção inspirada no balé. Responsável pela beleza, Helder Rodrigues apostou em cabelos puxados para trás, com raiz bem assentada e brilho controlado, criando um visual limpo e sofisticado, valorizando o rosto e acompanhando o desenho das roupas.

A estética transmitiu, ao mesmo tempo, disciplina e leveza — uma tradução direta do universo da dança. Para alcançar o efeito, o time de beleza utilizou finalizadores com a proposta de garantir sustentação suave e definição sem rigidez, além de manter o alinhamento dos fios e o acabamento polido durante toda a apresentação. O resultado foi um penteado de força e delicadeza equilibradas, que completou o gesto coreográfico da passarela de Weider Silveiro.

O toque solar de Amir Slama

No desfile de Amir Slama, o cabeleireiro visagista Murilo Maurício apostou em looks que acompanharam o frescor e a fluidez da coleção. As modelos surgiram com fios soltos, leves e com texturas naturais, reforçando uma beleza despretensiosa que celebra a individualidade.

O acabamento levemente umedecido, com efeito de brilho controlado, evocava o toque salino da praia — assinatura constante do estilista —, enquanto mechas soltas emolduravam o rosto, mantendo o visual livre e sofisticado. O resultado foi uma beleza que traduz o espírito de verão em sua forma mais autêntica: simples, solar e cheia de movimento.

Lino Villaventura e a coreografia do luxo

No desfile de Lino Villaventura, novamente Helder Rodrigues tratou os cabelos como parte da arquitetura das roupas: fios puxados para trás, com repartição lateral precisa e topo extremamente polido, refletindo a construção meticulosa da coleção. A estética transmitiu rigor e leveza ao mesmo tempo — a disciplina do penteado sustentou o drama das peças, enquanto as pontas levemente soltas trouxeram movimento e contraste.

Por Denyze Moreira





Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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