Com a chegada das férias de julho, muitos tutores aproveitam para viajar em família e fazem questão de incluir seus animais de estimação nos planos. Levar o pet junto pode tornar a experiência ainda mais especial, mas requer atenção redobrada.
Para garantir que o trajeto e a estadia sejam tranquilos e seguros para todos, é fundamental adotar alguns cuidados específicos antes e durante a viagem. Isso inclui desde a escolha do meio de transporte adequado até a preparação da documentação, segurança e conforto do animal ao longo do percurso.
Para uma viagem tranquila, é importante que o animal esteja saudável. “Antes de qualquer viagem, é fundamental levar o pet ao veterinário para uma avaliação completa. Só assim é possível garantir que ele está em boas condições de saúde para enfrentar a estrada ou o voo”, afirma Thais Preisser Pontelo, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera.
Segundo a especialista, além do atestado de saúde, é essencial que o animal esteja com a vacinação em dia, especialmente contra a raiva e doenças virais como cinomose e parvovirose, e que o controle de parasitas tenha sido feito.
O tutor deve manter atualizado o atestado sanitário e a carteira de vacinação do animal, independentemente de a viagem ser feita de carro ou avião. “Em viagens interestaduais, o tutor deve portar o atestado sanitário e a carteira de vacinação atualizada do animal, mesmo que a viagem seja feita de carro. Já em deslocamentos internacionais, os requisitos são ainda mais rigorosos e variam de acordo com o país de destino”, completa Thais Preisser Pontelo.
A caixa de transporte, além de ser uma exigência em companhias rodoviárias e aéreas, torna a viagem de carro mais segura para o pet. Por isso, opte por adquirir uma caixa de transporte confortável. O animal deve permanecer dentro dela, fixada pelo cinto de segurança ou usando cinto de segurança próprio. Preferencialmente, deve ser transportado na parte central do banco traseiro. O Código de Trânsito Brasileiro não permite que animais fiquem entre as pernas do passageiro ou nos bancos de veículos, assim como em caçambas de pick-ups e caminhonetes.
A veterinária indica, também, que o trajeto tenha paradas planejadas para os bichinhos poderem fazer as suas necessidades e tomarem água. Além disso, segundo Thais Preisser Pontelo, o ideal é que os animais parem de se alimentar 3 horas antes da partida.
A orientação é que a alimentação não seja exagerada, para evitar que o animal sinta enjoos, e que o ambiente esteja devidamente climatizado. Por fim, o uso de medicamentos para acalmar os animais deve ser feito somente após avaliação veterinária.
Por Priscila Dezidério
Fonte: Portal EdiCase
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