O Brasil vive uma verdadeira popularização das corridas de rua. Em 2024, foram realizados mais de 2,8 mil eventos em todo o país, uma taxa 29% maior do que a registrada em 2023, segundo levantamento da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor. A popularização do esporte reforça o interesse por hábitos de vida mais saudáveis e acessíveis, mas também levanta dúvidas sobre quem pode praticar a modalidade e quais cuidados são necessários.
O Dr. Nemi Sabeh Júnior, ortopedista e traumatologista credenciado pela Omint, empresa de planos de saúde e seguros, acende um alerta: embora o ato de correr seja natural ao corpo humano, não é uma atividade indicada para qualquer pessoa. “Existem limitações individuais, como doenças ortopédicas graves, desgastes articulares mais avançados ou artroses que impedem a mobilidade adequada”, explica.
Inicialmente, a avaliação médica é fundamental. Se não houver contraindicações, a corrida é um esporte que traz diversos benefícios para a saúde física e, inclusive, mental. A atividade aumenta os “hormônios da felicidade”, como a serotonina e a dopamina, proporcionando uma sensação de bem-estar. “Há casos em que o corredor chega a chorar após uma corrida intensa, pois são inúmeros hormônios e emoções liberados”, comenta o Dr. Nemi Sabeh Júnior.
No aspecto físico, a corrida traz diversos benefícios, como a melhora do condicionamento, o controle do peso e o equilíbrio corporal, além de impactar positivamente o sistema cardiovascular. “Durante esse tipo de esforço, o corpo utiliza a gordura como fonte de energia em combinação com o oxigênio, o que amplia a oxigenação do organismo. Mesmo sem o coração atingir uma frequência muito elevada, é possível garantir uma boa circulação nas artérias. Esse processo aprimora o condicionamento, que é a capacidade de manter o fôlego e realizar atividades prolongadas com eficiência”, explica o especialista.
Quem deseja começar a correr deve tomar algumas precauções. Segundo o ortopedista, iniciar a prática sem preparo físico adequado pode ser prejudicial. A atividade requer fortalecimento muscular prévio, sobretudo dos músculos do abdômen e dos membros superiores, já que a força desses segmentos do corpo auxilia na potência exercida pelos membros inferiores.
Entre os cuidados recomendados antes de iniciar a corrida, estão a realização de exames laboratoriais e uma avaliação ortopédica. “Vale verificar a mobilidade do tornozelo, quadril e joelho, além de medir a força dos membros inferiores e o equilíbrio muscular, já que hoje existem aparelhos específicos para essa análise”, orienta o médico.
Se feita sem acompanhamento, a corrida pode agravar dores já existentes no joelho ou na coluna. Por isso, recomenda-se contar com orientação profissional e atenção a eventuais sinais de sobrecarga. “Quando há falta de preparo, é comum apresentar dores no joelho, no pé ou em outras partes do corpo. Entretanto, tudo isso pode ser evitado com um acompanhamento médico adequado”, reforça o Dr. Nemi Sabeh Júnior.
Por Thais Cruz
Fonte: Portal EdiCase
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