Por Redação O Estado de S. Paulo – 29/09/2025 21:59
A Venezuela tem pronto um decreto para declarar um estado de exceção que dá poderes especiais ao ditador Nicolás Maduro em caso de “agressão” dos EUA, que mobilizou navios de guerra e tropas para o Caribe. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 29, pela vice de Maduro, Delcy Rodríguez.
Em meio ao cerco de Trump à Venezuela, o Brasil faz sua maior operação militar entre Roraima e Amapá. A Operação Atlas começa no dia 3 com tropas das três forças deslocadas de todo país para a região norte.
Washington mobilizou oito navios de guerra e um submarino de propulsão nuclear como parte de um plano para combater o tráfico de drogas no Caribe, onde afirma ter destruído pelo menos três embarcações supostamente carregadas com drogas provenientes da Venezuela, resultando em 14 mortos. “O presidente subscreveu o decreto de comoção externa”, disse Delcy em um ato em Caracas com o corpo diplomático credenciado no país.
O decreto permite a Maduro “atuar em matéria de defesa e segurança e defender a Venezuela” se os EUA “chegarem a se atrever a agredir nossa pátria”, acrescentou ela.
Uma fonte do governo afirmou à agência France Presse que o ditador ainda não assinou o documento. “A vice apresentou o documento para mostrar que tudo estava pronto e que Maduro pode decretá-lo a qualquer momento”, disse a fonte, sob reserva.
O decreto de comoção está contemplado em uma lei de estados de exceção e inclui a “restrição temporária” de direitos constitucionais.
Essa questão gera inquietação. O diretor da ONG Acesso à Justiça, Ali Daniels, manifestou que a “suspensão ou limitação de direitos que não se ajustem à realidade” é a “principal preocupação” de sua organização.
Nicolás Maduro convocou o alistamento nas reservas militares e ordenou exercícios na força armada, bem como simulações para situações de emergência.
“Há uma Venezuela compacta na defesa de nosso país, preparada para a defesa da Venezuela”, afirmou Delcy. “Jamais entregaremos a pátria.”
A Venezuela já denunciou na ONU as manobras dos EUA no Caribe. “Quem pensa que uma agressão militar bélica contra a Venezuela só vai prejudicar o povo, o governo venezuelano, novamente estará errado: vai afetar todo o país, talvez por décadas, vai afetar nossa região, não tenham dúvidas, vai afetar os EUA”, disse Delcy.
Segundo a vice, todo cidadão que “promover e apoiar, facilitar, ou fazer apologias a uma agressão militar” será julgado. O governo já apontou, por exemplo, a líder opositora María Corina Machado como uma defensora, na clandestinidade, de uma intervenção estrangeira.
Por: Estadão Conteúdo
Morre aos 69 anos Valter Pineli, conhecido empresário e corretor de imóveis em Anápolis. Conheça…
professora maria goreti ferreira da costa morre aos 63 anos em anápolis após luta contra…
teto de loja de roupas desaba no Brás, em São Paulo, mobilizando dezenas de bombeiros…
Anápolis enfrenta chuvas e riscos de alagamentos enquanto obras estruturantes de macrodrenagem aguardam liberação de…
Lula sanciona lei que torna obrigatório o exame de avaliação da formação médica para estudantes…
Silêncio do Senado sobre regras e sanções para Flávio Bolsonaro no exterior gera impasses administrativos,…
This website uses cookies.