Petrobras inaugura navio com tripulação totalmente feminina no Rio de Janeiro

2 Min de leitura

A Petrobras oficializou, no Píer Mauá, o batismo da embarcação Starnav Elektra, marco inaugural do Programa Mar Aberto. O projeto, focado na modernização e ampliação da frota da estatal, representa um investimento estratégico de R$ 450 milhões. A unidade, construída no Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), foi projetada para atuar diretamente no suporte às plataformas localizadas nas bacias petrolíferas brasileiras.

Um dos diferenciais do Starnav Elektra é a sua tripulação, composta inteiramente por mulheres. Sob o comando de Isabela Teixeira Ponce de Leon, a equipe de 16 profissionais realizou a viagem de Santa Catarina até o Rio de Janeiro, evidenciando o protagonismo feminino em um setor historicamente dominado por homens.

Protagonismo e expansão da frota nacional

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou que a entrega da embarcação simboliza um novo ciclo de negócios para a indústria naval e offshore. Segundo a executiva, a estratégia de renovação da frota visa não apenas a eficiência operacional, mas também a otimização do retorno de capital para a estatal.

O Programa Mar Aberto prevê a contratação de 48 barcos até o final deste ano. A expectativa é que, até o próximo ano, o total de entregas alcance 96 embarcações, abrangendo categorias como barcaças e empurradores. De acordo com a Petrobras, a indústria brasileira tem demonstrado alta competitividade ao vencer as licitações para esses projetos.

Tecnologia e compromisso com a transição energética

Os novos navios do tipo PSV (Platform Supply Vessel) foram desenvolvidos com foco em sustentabilidade e eficiência. As embarcações incorporam sistemas modernos de geração e distribuição de energia, incluindo bancos de baterias e telemetria para monitoramento constante do consumo.

Além disso, o design das unidades contempla a possibilidade de operação futura com combustíveis renováveis. Tecnologias avançadas de pintura e sistemas anti-incrustação foram aplicadas para reduzir o arrasto hidrodinâmico, o que resulta diretamente em menor consumo de combustível e diminuição das emissões de gases poluentes durante as operações marítimas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar