Incêndio de grandes proporções atinge serra da Usina em Goianésia

Fogo avança em área de mata e pastagem de difícil acesso; Corpo de Bombeiros orienta equipes que atuam no combate e monitora a região há três dias

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Corpo de Bombeiros monitora incêndio em área de serra na região da Fazenda Pé da Serra, em Goianésia | Imagem: Divulgação/Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros de Goianésia, por meio do 18º Batalhão de Bombeiros Militar (18º BBM), continua monitorando um incêndio florestal de grandes proporções que atinge uma área de serra em Goianésia. O fogo está concentrado em uma região de declive, atingindo trechos de vegetação de mata e áreas de pastagem.

Na manhã desta sexta-feira, 18, o proprietário da Fazenda Pé da Serra acionou o Corpo de Bombeiros para informar sobre a situação. Diante das características do terreno e da localização das chamas, uma guarnição foi enviada ao local para acompanhar o cenário e orientar as equipes que já realizam as ações de combate.

O acesso terrestre à área é considerado bastante difícil. Mesmo diante dessa condição, os bombeiros militares fizeram o deslocamento a pé e conseguiram chegar ao topo da serra. A partir do ponto alcançado, a equipe passou a realizar o monitoramento do incêndio e a orientar as estratégias utilizadas no combate.

A atuação no local reúne diferentes recursos para tentar conter o avanço do fogo. A força-tarefa conta com duas motoniveladoras, conhecidas como patrol, utilizadas na abertura de aceiros, além de quatro caminhões-pipa posicionados nas proximidades da área atingida.

Também estão sendo utilizados diversos sopradores costais e mochilas de combate a incêndio. Os equipamentos são empregados de acordo com as condições encontradas pelas equipes durante as ações de controle das chamas.

Incêndio é monitorado há três dias

De acordo com as informações do Corpo de Bombeiros, a região vem sendo monitorada há três dias. Durante esse período, uma força-tarefa formada por funcionários da Usina Goianésia e pessoas da região tem trabalhado nas ações de combate direto e indireto ao incêndio.

As estratégias adotadas variam conforme as características do terreno e o comportamento do fogo. Em uma área de serra, a dificuldade de deslocamento limita o acesso das equipes e dos equipamentos, tornando necessário o uso de alternativas para tentar impedir que as chamas avancem para outros pontos.

Nesta quinta-feira, 17, também foi utilizado recurso aéreo durante as ações. Uma aeronave de asa fixa participou do trabalho de combate ao incêndio na região.

O emprego de diferentes equipamentos ocorre em conjunto com o trabalho das equipes em solo. A intenção é controlar o fogo e reduzir as possibilidades de propagação, principalmente nas áreas de vegetação próximas aos trechos atingidos.

As condições encontradas na serra continuam sendo um dos principais desafios. O relevo em declive, associado às temperaturas elevadas e aos ventos fortes, dificulta significativamente as ações de combate direto e o controle das chamas.

Diante desse cenário, as equipes também trabalham com ações de combate indireto. A estratégia busca criar barreiras e interromper possíveis caminhos de propagação do fogo, enquanto os pontos atingidos continuam sendo acompanhados.

Máquinas são utilizadas para abertura de aceiros

A Usina Goianésia participa da força-tarefa com equipes, máquinas e recursos de monitoramento. Entre os equipamentos empregados estão as patrols utilizadas na abertura de aceiros em pontos estratégicos da área.

Os trabalhos são realizados especialmente na divisa entre a vegetação de mata nativa e as áreas de capim. A abertura desses espaços tem como objetivo reduzir a possibilidade de que o fogo avance de uma área para outra.

Além das máquinas, a região é monitorada constantemente por drones. O recurso permite acompanhar diferentes pontos do incêndio e auxiliar as equipes na identificação do comportamento das chamas e das áreas que precisam de maior atenção.

A utilização de drones também complementa o monitoramento realizado pelas equipes em solo. Em uma região de acesso limitado, o acompanhamento aéreo permite ampliar a observação da área atingida e apoiar a definição das estratégias utilizadas na operação.

Os quatro caminhões-pipa que permanecem nas proximidades também integram a estrutura montada para o combate. Junto deles, os sopradores costais e as mochilas de combate são utilizados pelas equipes conforme a necessidade encontrada em cada ponto.

Equipes seguem mobilizadas na serra

O incêndio permanece sob acompanhamento do Corpo de Bombeiros e das demais equipes que participam da força-tarefa. O trabalho envolve ações de combate e controle, além do monitoramento contínuo da região.

A atuação conjunta entre o 18º BBM, a Usina Goianésia e pessoas da região ocorre diante da necessidade de acompanhar de perto a evolução do fogo. Como o incêndio está concentrado em uma área de serra, as equipes precisam adaptar as ações às condições do terreno e às condições climáticas.

O trabalho de abertura de aceiros busca proteger principalmente as áreas de vegetação próximas aos trechos atingidos. A separação entre a mata nativa e as áreas de capim é utilizada como uma das estratégias para dificultar a propagação das chamas.

Enquanto isso, os bombeiros continuam monitorando a situação a partir de pontos estratégicos da serra. O deslocamento realizado a pé até o topo permitiu à corporação ampliar a observação da área e orientar as equipes que permanecem envolvidas no combate.

As equipes seguem empenhadas nas ações de controle e monitoramento do incêndio. Até o momento, as informações divulgadas não indicam a extensão total da área atingida pelas chamas nem apontam a causa do incêndio.

O trabalho continua com emprego de máquinas, caminhões-pipa, equipamentos manuais, drones e recursos aéreos já utilizados durante a operação. A prioridade é reduzir o avanço do fogo e manter sob controle os pontos atingidos na região da serra da Usina.

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