Empresas instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste contarão com um investimento total de R$ 450 milhões em recursos não reembolsáveis destinados a projetos tecnológicos e de impacto socioeconômico. O montante faz parte da segunda rodada da chamada Mais Inovação Brasil Subvenção Econômica, iniciativa estruturada pela Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao governo federal.
A finalidade primordial desse financiamento público reside no apoio a 114 projetos inovadores que envolvam risco tecnológico e potencial para impulsionar o desenvolvimento regional sustentável. Os recursos chegam a negócios de todos os portes econômicos, priorizando soluções com forte relevância social.
Ampliação orçamentária para projetos de inovação
O orçamento global da iniciativa previa originalmente a aplicação de R$ 300 milhões. Contudo, uma suplementação de R$ 150 milhões foi oficializada pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, expandindo o alcance da política pública de fomento científico nacional.
De acordo com a titular da pasta, o direcionamento financeiro representa uma estratégia deliberada de desconcentração de capacidades técnicas. Segundo Santos, o incentivo visa transformar conhecimento em soluções de mercado e aproximar centros de pesquisa de iniciativas do setor produtivo.
Distribuição regional dos recursos públicos
Para atenuar desigualdades territoriais no ecossistema científico, o valor original planejado para a chamada foi fracionado entre as três macrorregiões atendidas:
- Região Norte: R$ 50 milhões;
- Região Centro-Oeste: R$ 100 milhões;
- Região Nordeste: R$ 150 milhões.
O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, destacou que o mecanismo de subvenção econômica é determinante para que o Estado compartilhe o risco inerente à pesquisa e ao desenvolvimento, fortalecendo a competitividade da indústria fora do eixo tradicional de pesquisa.
Pequenos negócios lideram aprovações
A composição das propostas selecionadas reflete forte presença de empresas iniciantes e de pequeno porte. Cerca de 75% dos projetos chancelados inicialmente pertencem a microempresas, com faturamento anual inferior a R$ 1 milhão, e a empresas de pequeno porte, cuja receita varia de R$ 1 milhão a R$ 4,8 milhões.
A concentração nas faixas de menor porte assegura que os subsídios alcancem organizações que comumente encontram barreiras no crédito bancário convencional, dinamizando a economia local por meio da agregação de valor tecnológico aos serviços e produtos regionais.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br




