Ação popular busca suspender salário e verbas de Flávio Bolsonaro

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A movimentação jurídica em torno dos mandatos políticos no país ganhou novo capítulo quando dois advogados protocolaram uma ação popular com o objetivo de interromper imediatamente os pagamentos de subsídios e verbas públicas direcionados ao senador Flávio Bolsonaro. A medida judicial surge após o parlamentar deixar o território nacional rumo aos Estados Unidos, gerando intensos debates sobre a legalidade da manutenção de benefícios a representantes políticos ausentes do país.

O processo foi formalmente distribuído para a 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro, onde tramita o pedido protocolado pelos profissionais do direito Leonardo Nicolau Passos Marinho e Rodrigo da Silva Roma. Os autores sustentam que a permanência prolongada do congressista no exterior torna inviabilizável a execução das obrigações inerentes ao cargo para o qual foi eleito, resultando em prejuízos diretos ao erário público e ofendendo preceitos fundamentais da moralidade administrativa.

Argumentos da ação popular na Justiça

Na fundamentação apresentada à Justiça, os representantes legais enfatizam que a continuidade dos repasses financeiros e a preservação de toda a estrutura de gabinete configuram um evidente desvio de finalidade na aplicação dos recursos públicos administrados pelo Senado. O foco da petição reside na proteção do patrimônio público e na garantia de que o erário não seja utilizado para custear um mandato exercido à distância.

A peça processual detalha quais rubricas financeiras devem sofrer bloqueio imediato para cessar o dano apontado pelos autores. O pedido abrange especificamente:

  • O salário mensal pago pelo exercício da função parlamentar.
  • A verba destinada à manutenção do gabinete legislativo.
  • O auxílio-moradia concedido ao congressista.
  • A cota para o exercício da atividade parlamentar.

Contexto da viagem e repercussão política

A saída do senador do país ocorreu em um cenário de intensa turbulência institucional, marcada por desdobramentos judiciais e eleitorais significativos. Dias antes de cruzar a fronteira internacional, o parlamentar enfrentou determinações do Supremo Tribunal Federal que exigiam a entrega de seus passaportes à Polícia Federal, além de repercussões decorrentes do pleito presidencial.

Mesmo instalado no exterior, o político manifestou publicamente a intenção de continuar exercendo liderança política sobre a oposição ao atual governo federal. Essa atuação à distância intensificou as discussões jurídicas sobre os limites constitucionais do mandato e alimentou o embate entre defensores e críticos da permanência dos pagamentos institucionais.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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