A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026. O ajuste foi divulgado por meio do Informe Conjuntural do terceiro trimestre, apontando que o cenário econômico atual reflete um desempenho mais fraco na indústria de transformação e no setor de serviços.
Enquanto a agropecuária recebeu uma revisão positiva nas estimativas, os juros elevados e a desaceleração da demanda interna continuam a pressionar a atividade produtiva no país. As projeções atualizadas detalham o comportamento dos principais setores e indicadores macroeconômicos para o encerramento do período.
A indústria nacional deve sentir os efeitos da desaceleração econômica de maneira mais intensa. A projeção de crescimento do setor caiu para 1,3%, impulsionada principalmente pela retração estimada em 0,7% na indústria de transformação.
Entre os fatores que pressionam o segmento estão o custo elevado do crédito, a redução da demanda interna, crédito, o aumento dos custos de produção e a concorrência dos produtos importados. Por outro lado, a indústria extrativa e a construção civil mantêm expectativas de alta devido a investimentos em infraestrutura e programas habitacionais.
O setor de serviços também sofreu revisão para baixo, passando de 1,9% para 1,6%. O resultado reflete a estabilidade recente no volume de serviços e o ritmo mais moderado do comércio, especialmente nas áreas com maior dependência de crédito.
Na direção oposta aos demais setores urbanos, a agropecuária teve a estimativa de crescimento elevada de 1,8% para 2,5%. O impulso decorre de perspectivas mais favoráveis para a segunda safra de milho.
No mercado de trabalho, a expectativa é de que a população ocupada cresça 1,2%, com o desemprego recuando para 5% até o fim do ano. A massa de rendimentos reais tende a registrar avanço, embora a inflação medida pelo IPCA aponte alta superior ao patamar registrado no ano anterior.
As estimativas para as contas públicas apontam um déficit primário nas contas do governo federal, acompanhado por uma alta na relação entre a dívida pública bruta e o produto interno bruto. Paralelamente, o Banco Central deve adotar ajustes graduais na taxa Selic até o encerramento do calendário.
No setor externo, a balança comercial brasileira tende a apresentar desempenho positivo. As exportações e as importações projetam um superávit multibilionário, consolidando um cenário de expansão no comércio internacional em comparação ao ciclo passado.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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