Espuma em trecho do Rio das Antas gera alerta sobre qualidade da água em Anápolis

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Investigação sobre a origem da espuma no Rio das Antas

Uma grande concentração de espuma foi registrada em um trecho do Rio das Antas, localizado nas proximidades da GO-560, na região de Joanápolis, em Anápolis. O fenômeno, que chamou a atenção de moradores e ambientalistas, levantou questionamentos imediatos sobre a qualidade da água e os possíveis impactos ambientais na região. Imagens que circulam mostram o acúmulo expressivo de material espumoso na correnteza.

O ambientalista Antônio Barbosa El Zayek ressaltou a necessidade de uma análise técnica rigorosa para determinar a causa exata do problema. Segundo ele, é fundamental identificar se a formação ocorre antes ou depois da passagem pela Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) local. A presença de matéria orgânica é apontada como um dos fatores que podem contribuir para o surgimento do fenômeno, embora a confirmação dependa de estudos laboratoriais.

Impactos ambientais e o histórico de poluição

O Rio das Antas enfrenta desafios constantes relacionados à preservação de seu ecossistema. De acordo com avaliações de especialistas, o manancial apresenta níveis de poluição que exigem atenção contínua das autoridades. Existe uma pressão crescente para que medidas de recuperação sejam implementadas, visando elevar a qualidade da água e garantir a sustentabilidade do uso dos recursos hídricos para a comunidade e para as atividades econômicas instaladas no município.

A discussão sobre a qualidade do rio também envolve o uso industrial da água. Informações indicam que empresas, como a Ambev, têm buscado alternativas, incluindo a perfuração de poços artesianos, para assegurar o abastecimento de suas unidades operacionais diante das variações na condição do manancial. A situação reforça a importância de um monitoramento constante sobre os descartes e a eficácia dos processos de tratamento na bacia hidrográfica.

Posicionamento da Saneago e órgãos competentes

A Saneago, responsável pela operação da ETE de Anápolis, esclareceu que a espuma foi observada em um ponto afastado da área de lançamento de efluentes tratados. A companhia atribui o fenômeno a uma combinação de fatores físicos, como a ocorrência de quedas d’água e a turbulência da correnteza em um período de baixa vazão do rio. Além disso, a empresa mencionou que a presença de resíduos de produtos de limpeza, como detergentes, pode facilitar a formação de espuma.

A estatal reforçou que a unidade opera em conformidade com as normas ambientais vigentes e que realiza a aplicação contínua de antiespumante no processo de tratamento. Enquanto isso, a Prefeitura de Anápolis informou que enviaria equipes ao local para verificar a situação e realizar o levantamento de possíveis denúncias. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) segue acompanhando o cenário, conforme reportado pela fonte oficial.

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