O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia tem gerado resultados expressivos para a balança comercial brasileira. Entre maio e setembro deste ano, as exportações do Brasil para o bloco europeu registraram um crescimento de 30,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O balanço foi apresentado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, em evento realizado em Brasília.
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o volume de vendas para a União Europeia atingiu a marca de US$ 44,17 bilhões, representando uma alta de 20% frente aos primeiros nove meses de 2025. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reforçou que o comércio bilateral entre os dois blocos cresceu mais de US$ 6 bilhões desde a entrada em vigor do tratado, que ocorreu de forma provisória em 1º de maio, após quase 27 anos de tratativas.
Crescimento e diversificação das exportações
O avanço das exportações brasileiras não se limita ao setor agropecuário, embora este desempenhe um papel central. Segundo Márcio Elias Rosa, o comércio exterior do país apresentou um crescimento médio de 10,5%, mesmo diante de um cenário internacional complexo, marcado por tensões geopolíticas e pela elevação de barreiras comerciais em diversos mercados.
O governo federal atribui esses resultados à capacidade de expansão das empresas nacionais e a uma estratégia ativa de promoção comercial. O ministro destacou que a nova política de industrialização do país coloca a agroindústria como um pilar fundamental. Em relação aos Estados Unidos, o governo classificou o momento atual como delicado, mas reafirmou o compromisso com a continuidade das negociações diplomáticas.
Abertura de mercados para o agronegócio
Paralelamente ao desempenho com o bloco europeu, o Ministério da Agricultura e Pecuária celebrou a abertura de 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros desde o início de 2023. Essas oportunidades foram viabilizadas em 99 destinos, entre países e blocos econômicos, após a obtenção de novas autorizações sanitárias.
O ministro da Agricultura, André de Paula, ressaltou que o ritmo de abertura de mercados superou o registrado na gestão anterior, que somou 241 autorizações. O setor projeta que a safra 2026/27 alcance 366 milhões de toneladas, com o agronegócio representando 29% do PIB nacional. O governo mantém a expectativa de encerrar 2026 como o maior exportador mundial de alimentos, superando os Estados Unidos.
Investimentos e metas para o setor rural
A estratégia de expansão comercial é sustentada por investimentos robustos no financiamento da produção rural. De acordo com os dados oficiais, o Plano Safra atual destinou mais de R$ 610 bilhões para a agricultura empresarial e familiar. O montante total investido no setor ao longo dos quatro anos de gestão soma mais de R$ 1 trilhão, refletindo a prioridade conferida ao campo.
A ApexBrasil estima que as vendas para os novos mercados abertos desde 2023 já somaram US$ 5,8 bilhões, com uma projeção de atingir US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos. Entre as conquistas recentes, o governo destacou a autorização da China para a exportação de miúdos suínos, sinalizando a continuidade das negociações para novos produtos agropecuários.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



