O primeiro caça Gripen E produzido integralmente em solo brasileiro completou com sucesso seu voo inaugural na última terça-feira (06). A operação, realizada em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, marca um passo decisivo para a modernização da frota da Força Aérea Brasileira (FAB) e consolida a parceria estratégica entre a indústria nacional e a tecnologia sueca.
Tecnologia e desempenho do novo caça da FAB
Com capacidade de atingir velocidades de até 2,4 mil km/h, o Gripen E representa um salto tecnológico para a soberania do espaço aéreo brasileiro. O voo de estreia foi conduzido pelo piloto-chefe de testes da Saab, Jakob Högberg, às 10h21, com o objetivo de validar os sistemas críticos e o comportamento aerodinâmico da aeronave em condições reais de operação.
A montagem final da unidade foi realizada nas instalações da Embraer, que atua como parceira fundamental no projeto. A planta paulista detém o status de única linha de produção do modelo fora da Suécia, evidenciando a transferência tecnológica prevista no contrato firmado em 2014, que contempla um total de 36 aeronaves para a FAB.
Integração ao Esquadrão Jaguar em Anápolis
Após a conclusão bem-sucedida dos testes iniciais, o caça passará por uma rigorosa campanha de voos de aceitação e processos de certificação técnica. Somente após o cumprimento destas etapas obrigatórias a aeronave será oficialmente entregue à Força Aérea Brasileira e transferida para a Base Aérea de Anápolis, em Goiás.
A unidade goiana, sede do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), conhecido como Esquadrão Jaguar, já opera outras dez unidades do modelo. Desde fevereiro, esses caças desempenham um papel vital no sistema de alerta de defesa aérea, garantindo a proteção constante do espaço aéreo sobre o Distrito Federal.
Expansão da frota e cooperação industrial
O exemplar que realizou o voo inaugural integra um lote de 15 aeronaves previstas para serem fabricadas no Brasil. O programa de aquisição, que teve suas primeiras entregas iniciadas em 2020, é composto por 28 unidades do modelo Gripen E, de assento único, e oito unidades da versão Gripen F, equipadas com dois assentos.
Além do reforço operacional, o projeto fomenta o desenvolvimento da engenharia nacional. Profissionais brasileiros participam ativamente de todas as fases, desde a montagem até a integração de sistemas complexos, fortalecendo a base industrial de defesa do país. Mais informações sobre o programa podem ser consultadas no portal oficial da Força Aérea Brasileira.



