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Polícia Civil investiga denúncia de estupro contra criança de 3 anos em CMEI de Anápolis

A Polícia Civil de Goiás instaurou um procedimento investigativo para apurar uma denúncia de estupro de vulnerável contra uma menina de 3 anos. O caso teria ocorrido no dia 17 de setembro, dentro de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) situado no bairro Filostro Machado, em Anápolis. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que conduz as diligências para esclarecer os fatos.

De acordo com o relato da mãe da criança, as suspeitas surgiram após a menina apresentar alterações físicas na região íntima ao retornar da unidade de ensino. Ao ser questionada pelos familiares sobre a origem de possíveis ferimentos ou desconfortos, a criança teria mencionado um homem, a quem se referia como o “vovô da escola”. Segundo informações preliminares, o suspeito seria um funcionário que atua na segurança do estabelecimento educacional.

Investigação e exames periciais na DPCA

Após a denúncia, a família buscou o Instituto Médico-Legal (IML) para a realização de exames de corpo de delito. Em relatos publicados nas redes sociais, Juliana Galizi, familiar da criança, apontou que o primeiro atendimento médico teria se concentrado na região vaginal, onde foi constatado o rompimento do hímen, mas não houve a coleta de material genético devido ao intervalo de tempo entre o suposto abuso e a perícia.

Posteriormente, a família solicitou um novo exame pericial, desta vez com foco na região anal, local onde a criança também reclamava de dores. Segundo a família, esse segundo procedimento não teria constatado lesões físicas aparentes, o que foi atribuído pelos parentes a um possível processo de regeneração do corpo. A Polícia Civil segue com o trabalho de coleta de depoimentos e análise das evidências técnicas para determinar a autoria e as circunstâncias do crime.

Impacto emocional e cobrança por respostas

A família da vítima tem utilizado as redes sociais para denunciar o que considera uma morosidade no andamento dos procedimentos legais. Maria Eduarda, madrinha da criança, relatou dificuldades no atendimento inicial e criticou a postura de alguns agentes públicos durante o processo. Segundo ela, a exposição pública do caso é uma tentativa desesperada de dar visibilidade à situação e pressionar por celeridade nas investigações.

A Secretaria Municipal de Educação e as autoridades competentes ainda não detalharam as medidas administrativas tomadas em relação ao funcionário citado. Até o momento, não há informações sobre prisões ou indiciamentos formais. A família reafirma que o objetivo principal é a busca por justiça e a proteção da criança, enquanto aguarda o avanço das apurações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás.

Dener Rafael

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