A Prefeitura de Anápolis oficializou um investimento de R$ 1,6 milhão voltado para a rede municipal de ensino. O montante será distribuído entre escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), com o objetivo de descentralizar a gestão de recursos e agilizar a resolução de demandas cotidianas das unidades educacionais.
A iniciativa é operacionalizada por meio do Programa de Autonomia Financeira das Instituições Educacionais (PAFIE). Conforme a Portaria n° 045/2026, publicada no dia 15 de setembro, a medida visa garantir que os gestores escolares tenham maior agilidade na manutenção e no desenvolvimento de atividades pedagógicas, reduzindo a burocracia administrativa.
Gestão direta e aplicação de recursos nas unidades
O programa permite que as próprias instituições identifiquem suas prioridades e executem os gastos de forma direta. Para acessar os valores, os diretores devem submeter à Secretaria Municipal de Educação (Semed) um Plano de Aplicação detalhado até o dia 25 de setembro. Este documento é essencial para garantir a transparência e o controle sobre o uso das verbas públicas.
As unidades têm autonomia para aplicar o capital em diversas frentes, desde que voltadas ao funcionamento e melhoria do ambiente escolar. A flexibilidade na gestão busca otimizar o tempo de resposta para problemas que, anteriormente, dependiam de processos licitatórios ou contratações centralizadas pela administração municipal.
Manutenção e melhorias na infraestrutura escolar
Entre as finalidades permitidas pelo PAFIE, destaca-se a realização de pequenos reparos e manutenções preventivas. Isso inclui intervenções essenciais em instalações elétricas e hidráulicas, além de serviços de pintura e conservação predial. O foco é assegurar que o ambiente físico esteja sempre adequado para o acolhimento dos alunos e o trabalho dos profissionais da educação.
Além da infraestrutura, o recurso contempla a aquisição de insumos básicos e equipamentos. As escolas podem investir em materiais didáticos, livros, itens de limpeza, eletroeletrônicos e dispositivos de informática. A medida visa suprir carências imediatas que impactam diretamente a qualidade do cotidiano escolar.
Projetos pedagógicos e cronograma de prestação de contas
O investimento não se limita à parte física das unidades. A verba também pode ser direcionada para o fomento de projetos pedagógicos e eventos escolares, fortalecendo a integração entre a comunidade e a escola. A proposta é que a autonomia financeira estimule a criatividade e a gestão participativa dentro de cada instituição de ensino.
O cronograma de execução é rigoroso para assegurar a eficiência do gasto público. Após o recebimento dos valores, cada unidade terá um prazo de 20 dias para a utilização integral do recurso. Posteriormente, é obrigatória a apresentação da prestação de contas em até 15 dias. Os fundos são provenientes de receitas municipais, como IPTU e ISS, além de repasses estaduais de ICMS.



